Esposa Renovada
Sua melhor versão é o melhor presente para o seu lar.
Esposa Renovada
Sua melhor versão é o melhor presente para o seu lar.
Você olha para o seu parceiro. Ele é um bom homem, um companheiro leal, talvez um excelente pai. Vocês construíram uma vida, uma casa, uma rotina. Existe amor, existe carinho. Mas, quando as luzes se apagam, existe uma lacuna silenciosa.
Muitas mulheres carregam uma culpa secreta: "Por que eu não sinto mais aquela fome voraz por ele? Será que há algo de errado comigo?"
A resposta é não. Não há nada de errado com você, nem necessariamente com o seu casamento. O que você está sentindo é o resultado inevitável de um fenômeno psicológico chamado O Paradoxo da Intimidade.
Para entender o que acontece no quarto, precisamos entender que o desejo sexual e o amor conjugal, embora caminhem juntos, buscam direções opostas:
O Amor busca proximidade: Queremos segurança, previsibilidade, saber onde o outro está, intimidade e conforto. É o "ninho". É saber que alguém vai cuidar de você quando adoecer.
O Desejo precisa de distância: O desejo erótico não prospera na segurança. Ele prospera no mistério, na novidade, no risco e na incerteza. Queremos aquilo que não temos totalmente. Queremos o que precisamos "caçar".
O problema é matemático: Quando você "conquista" a mulher e casa, você elimina a distância.
Vocês se tornam "um só". E é psicologicamente muito difícil desejar aquilo que já se tem garantido. Não é que você não goste mais dele; é que a tensão — que é o combustível vital para o tesão — desapareceu em prol da estabilidade doméstica.
No dia a dia, você é a gestora. Você decide o jantar, paga os boletos, cuida da logística da casa. O seu parceiro vira seu "sócio" nessa empresa chamada Família.
E aqui está a verdade dura: O papel de "cuidadora" e "administradora" é o maior inimigo da sua libido. É impossível se sentir uma mulher fatal, desejável e misteriosa enquanto discute a conta de luz ou vê o parceiro de pijama no sofá. A familiaridade excessiva mata a imaginação. E sem imaginação, não há erotismo.
Se o casamento oferece o conforto, onde você busca o frio na barriga? Se em casa você tem que estar no controle de tudo, onde você pode finalmente perder o controle?
É aqui que a dinâmica D/s (Dominação e Submissão) deixa de ser um tabu e vira uma necessidade de equilíbrio.
O meu papel não é competir com a segurança do seu lar. O meu papel é oferecer o oposto dela:
A Incerteza Controlada: Comigo, você não sabe o que vai acontecer a seguir. A expectativa gera a dopamina que a rotina matou.
A Ausência de Decisão: No meu espaço, você não decide nada. Você apenas sente. Eu tiro o peso da responsabilidade das suas costas e permito que você seja apenas um corpo reagindo ao prazer e à ordem.
A Distância: Eu não sou seu marido. Eu não estou lá quando você acorda descabelada. Eu sou o mistério, o "estranho", a figura de autoridade que vê em você a mulher desejável, não a esposa funcional.
Não se sinta culpada por buscar o fogo que a segurança apagou. O ser humano precisa de âncoras, mas também precisa de ondas. Seu casamento é a sua âncora. Eu sou a onda.
Permita-se viver o paradoxo.
A Indústria do Divórcio:
Por que o seu terapeuta quer que você jogue tudo para o alto (e por que você não deveria)
Categoria: Reflexão & Segredos Tempo de Leitura: 6 minutos
Você já saiu de uma sessão de terapia aqui em Belo Horizonte se sentindo mais confusa do que entrou? O cenário é sempre o mesmo: a sala climatizada, a caixa de lenços de papel estrategicamente posicionada, o tom de voz suave e a pergunta fatídica: "Mas isso te faz feliz?".
A psicologia tradicional, especialmente a linha freudiana clássica que domina os consultórios brasileiros, tem um vício estrutural: a Arqueologia da Culpa.
Para justificar a sua falta de libido ou a sua tristeza no casamento, o terapeuta precisa encontrar um culpado. Se não é o seu pai que foi ausente, é a sua mãe que foi controladora. Se não é a sua infância, é o seu marido que é "tóxico", "narcisista" ou "emocionalmente indisponível".
Eles reviram o passado, dissecam a sua família e colocam cada defeito do seu esposo sob um microscópio. O diagnóstico final quase sempre aponta para a mesma direção: a ruptura. "Você precisa se priorizar", dizem eles. "Você não pode viver em um ambiente que não te completa".
Nas entrelinhas, o conselho é um só: Divorcie-se.
Para um terapeuta, sugerir o fim do casamento é a saída mais segura. Se você se separar e ficar feliz, mérito da terapia. Se você se separar e se arrepender, "faz parte do processo de autodescoberta". Eles não perdem nada. Mas quem perde é você.
É muito fácil para alguém sentado numa poltrona confortável te incentivar a implodir uma estrutura de 15, 20 anos. Eles não estarão lá quando você tiver que dividir o patrimônio que demorou décadas para construir. Eles não estarão lá quando seus filhos chorarem porque o pai saiu de casa. Eles não estarão lá para enfrentar os olhares da sociedade mineira ou a solidão de um domingo à noite num apartamento menor.
Eles vendem a ideia de que a felicidade plena existe e que ela está logo ali, depois que você assinar o papel do divórcio. Isso é uma mentira romântica.
O seu casamento não esfriou porque seu marido é um monstro ou porque seus pais erraram na sua criação. O seu casamento esfriou porque segurança e desejo são forças opostas.
O homem com quem você casou se tornou o seu porto seguro. Ele é o pai, o provedor, o sócio na empresa "Família". Ele te dá certeza, calma e estabilidade. Só que a libido, minha cara, não gosta de calma. A libido gosta de mistério, de novidade, de um pouco de incerteza.
Cobrar do seu marido que ele seja, ao mesmo tempo, o "Santo Protetor" e o "Amante Selvagem" é injusto com ele e frustrante para você. A terapia tradicional tenta "consertar" o seu marido ou te convencer a trocá-lo. Eu proponho uma visão mais madura e menos destrutiva: A Preservação.
Imagine que você tem uma empresa de sucesso (sua família). Ela dá lucro, tem boa reputação e funcionários felizes (seus filhos). Porém, o departamento de "Eventos" (sua vida sexual) está parado. Você fecha a empresa inteira? Você demite todos os funcionários e declara falência? Claro que não. Um gestor inteligente terceiriza o departamento que não funciona, mantendo a estrutura principal intacta.
Você não precisa destruir o lar que construiu para voltar a se sentir viva. Você não precisa culpar seu pai, sua mãe ou seu marido pela sua falta de brilho no olhar. Você só precisa entender que certas necessidades vitais — a sua vaidade, a sua sensualidade, o seu desejo de ser "fêmea" e não apenas "mãe" — talvez não possam mais ser supridas dentro de casa. E tudo bem.
Existe um caminho entre o "Divórcio Destrutivo" e a "Submissão Infeliz". É o caminho da Mulher que tem Segredos.
Ter um espaço seu, blindado, secreto, onde você pode viver essa sensualidade reprimida, não é um ato de traição contra sua família. É um ato de manutenção da sanidade. Quando você é tocada, desejada e ouvida por um homem que entende esse jogo (e que não quer destruir seu casamento), você volta para casa leve. Você para de brigar por toalha molhada. Você para de olhar para o seu marido com ressentimento. A culpa desaparece, dando lugar à tolerância.
Eu não sou o terapeuta que vai te perguntar sobre sua infância ou culpar seus pais. Eu sou o Mentor que vai te trazer para o presente. Eu não quero que você se separe. Eu quero que você fique. Mas quero que você fique sendo, secretamente, a mulher mais realizada da cidade.
Não destrua seu castelo. Apenas abra uma janela
A Maldição da "Santa": Por que quanto melhor esposa você se torna, menos ele te deseja Categoria: Segredos de Alcova & Psicologia Tempo de Leitura: 5 minutos
Você acorda às 6h. Organiza o café da manhã das crianças, checa a agenda da casa, trabalha, vai à academia (porque se manter em forma é quase uma obrigação moral), faz as unhas, cuida da pele com os melhores dermatologistas. Você é a esposa troféu. Na festa da empresa dele, todos olham para você com admiração. Ele estufa o peito de orgulho: "Essa é a minha mulher".
Mas aí, a porta do quarto se fecha. E aquele homem, que parecia tão orgulhoso na festa, te dá um beijo na testa, vira para o lado e dorme. Você fica ali, com a sua lingerie bonita (que ele nem notou), olhando para o teto e se perguntando: "O que tem de errado comigo? Eu estou gorda? Estou velha? Por que ele não me toca?"
Eu vou te contar a verdade brutal que o seu terapeuta não tem coragem de dizer: Não tem nada de errado com a sua beleza. O problema é a sua Perfeição.
Existe um mecanismo na cabeça de muitos homens (especialmente os conservadores e "de família") que separa as mulheres em duas categorias inconscientes: as Santas e as Fêmeas.
A Santa é a mulher para casar. É a mãe dos filhos dele. É a gestora do lar. Ela é pura, confiável, admirável. Ela merece respeito, proteção e carinho. A Fêmea é a mulher do desejo. É a imprevisível, a carnal, a que desperta os instintos mais primitivos e "sujos" (no bom sentido) dele.
O drama do seu casamento é que você foi promovida. Ao longo dos anos, sendo essa esposa impecável e mãe leal, você subiu tanto no conceito dele que virou uma entidade sagrada dentro de casa. E o homem tem um bloqueio biológico: ele não consegue "profanar" a Santa.
Ele te ama profundamente. Ele daria a vida por você. Mas ele não consegue te jogar na cama e te devorar com fome, porque, no inconsciente dele, isso seria desrespeitar a "Mãe da Família". O beijo na testa não é falta de amor. É excesso de respeito. Mas respeito não faz o corpo tremer. Respeito não molha a calcinha.
É cruel, eu sei. Você fez tudo certo. Você foi leal, parceira e dedicada. E o "prêmio" que recebeu foi a castidade. Você se sente punida por ser boa. E aí começa o ciclo perigoso: você tenta ser ainda melhor. Emagrece mais 2kg, faz mais procedimentos estéticos, cuida ainda melhor da casa... e o desejo dele diminui ainda mais. Porque quanto mais perfeita você é, mais "intocável" você se torna.
Você não vai conseguir mudar a cabeça do seu marido depois de 20 anos. Ele já te colocou nessa caixa dourada de "Mulher Sagrada". Mas você não é uma estátua. Você tem sangue, pele, hormônios e fantasias.
Se dentro de casa você é obrigada a ser a Santa, você precisa de um lugar onde possa ser apenas Mulher. Você precisa de um olhar que não te veja como "a mãe do João" ou "a esposa do Dr. Carlos". Você precisa de um homem que tenha a sensibilidade de enxergar além do seu papel de esposa perfeita. Alguém que não reverencie a sua 'santidade', mas que valide a sua feminilidade. Alguém que te olhe e faça você se lembrar de que, por baixo dessa armadura de eficiência e perfeição, existe uma mulher vibrante, magnética e que merece ser admirada não pelo que faz pelos outros, mas pelo que é.